Outubro Rosa: conheça os cuidados para a prevenção do câncer de mama

Fitas em forma de laço coladas no peito, luzes cor de rosa em pontos turísticos e decoração especial em hospitais, clínicas, escolas e pontos comerciais. Desde os anos 90, o mês de outubro abre espaço para uma tradicional e muito importante campanha de saúde pública, o Outubro Rosa

O movimento tem como objetivo conscientizar sobre a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. Toda essa mobilização se faz importante uma vez que, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 28% dos casos de câncer registrados no país são de mama, o que o posiciona na infeliz classificação de 1º lugar em incidência e morte entre as mulheres

A atenção redobrada à doença, que se inicia de forma silenciosa, é um fator decisivo para a possibilidade do diagnóstico precoce e maior chance de cura. Por isso, campanhas como essa, que incentivam a realização dos exames, são tão importantes. 

Para se ter uma noção, de acordo o Ministério da Saúde, o movimento “Outubro Rosa” aumentou em 37% o número de mamografias realizadas no país. Número muito expressivo, mas ainda longe do ideal. 

Quer saber mais sobre esse movimento e tudo o que envolve o câncer de mama? Confira neste artigo que preparamos para você. 

O que é o câncer de mama? 

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais comum em mulheres, depois do câncer de pele.

Em resumo, trata-se de uma doença causada pela multiplicação desordenada das células da mama. Esse processo gera células anormais que se proliferam, formando um tumor, que pode começar em diferentes partes da mama. 

Existem vários tipos de câncer de mama, alguns evoluem de forma mais rápida e outros de forma mais lenta. Mas, na maioria dos casos, quando descobertos em estágio inicial, todos possuem tratamento, com bom índice de cura.

Ele é relativamente raro antes dos 35 anos, mas a partir dessa idade a chance da mulher ter a doença cresce, especialmente após os 50 anos. Por isso, a importância de fazer o principal exame responsável por diagnosticar a doença, a mamografia (assunto que falaremos em breve)

Sinais e sintomas do câncer de mama 

Em seus estágios iniciais, o câncer de mama pode não causar sintomas. Em muitos casos, por exemplo, o tumor pode ser muito pequeno para ser sentido, por isso a importância de manter o exame de mamografia sempre em dia.

Cada tipo de câncer de mama pode causar diversos sintomas. Os mais comuns incluem:

  • Dor local;
  • Surgimento de caroços na extensão do seio e/ou debaixo do braço; 
  • Inchaço ou vermelhidão localizado; 
  • Mudança repentina no tamanho, forma ou aparência da mama;
  • Surgimento de secreções vindas do mamilo (com ou sem sangue);
  • Descamação ou formação de crostas na pele do mamilo ou da mama;
  • Mamilo invertido (quando ele se volta para dentro do seio).

O surgimento de qualquer um desses sintomas não significa necessariamente que você tenha câncer de mama. No entanto, caso identifique qualquer um deles, consulte seu médico para exames adicionais.

Quais são os fatores de risco para o câncer de mama?

Possuir qualquer fator de risco aumenta as chances de desenvolvimento da doença, porém não significa que isso certamente acontecerá

Alguns fatores de risco para o câncer de mama podem ser prevenidos. Dentre eles estão: 

  • Consumo excessivo de álcool; 
  • Peso corporal elevado; 
  • Excesso de radiação de ionizantes (tomografia, raio-x, radioterapia);
  • Sedentarismo e falta de atividade física;
  • Ausência de amamentação; 
  • Uso de contraceptivos hormonais;
  • Primeiro filho após os 30 anos; 
  • Não ter filhos.

Já por outro lado, há fatores que fogem do controle da mulher (não modificáveis), são eles: 

  • Ter histórico familiar de câncer de mama; 
  • Idade avançada; 
  • Ter seios densos; 
  • Ter a primeira menstruação antes dos 12 anos; 
  • Menopausa tardia (após os 55 anos).

Como o câncer de mama é diagnosticado?

A grande maioria dos casos de câncer de mama são descobertos em exames de rotina ou após o surgimento de algum sintoma. Após a suspeita, há vários testes e procedimentos que ajudam a confirmar o diagnóstico. 

Exame de mama

Neste procedimento, o médico verifica manualmente a existência de caroços ou anormalidades na região dos seios e axilas.

Por si só, este não é um método que define o diagnóstico. No entanto, é um passo importante na identificação de qualquer suspeita. 

Mamografia

É um dos exames mais conhecidos entre as mulheres acima dos 40 anos . Neste processo, são feitas imagens de raio-x em diferentes ângulos, que ajudam o médico a detectar qualquer anormalidade.

Ultrassom

Diferente da mamografia, nesta técnica são emitidas ondas sonoras que ajudam o profissional a diferenciar entre uma massa sólida e um cisto cheio de líquido. Pode ser utilizado para completar a avaliação da mamografia.

Ressonância Magnética (MRI) 

Procedimento com menor adesão do que os exames anteriores, a ressonância é solicitada com o objetivo de combinar diferentes imagens que vão ajudar o profissional a identificar com precisão qualquer anormalidade. 

Biópsia

Caso existam imagens suspeitas, os médicos precisarão de uma amostra de tecido para chegar a um diagnóstico definitivo. 

Neste procedimento, utilizam-se agulhas guiadas por imagem para alcançar o tecido suspeito. Após a retirada, a amostra é enviada a um laboratório para teste. 

Tratamento de câncer de mama 

Caso a suspeita se confirme, o médico responsável logo desenvolverá um plano de tratamento para erradicar a doença com a maior velocidade e segurança possível. 

Não existe um padrão de tratamento a ser seguido por todas as mulheres, uma vez que ele varia de acordo com a localização, o tamanho e o estágio do tumor. Outros fatores, como idade e atual estado de saúde também são decisivos para decidir a forma de tratamento. 

De maneira geral, o tratamento pode ser dividido em sistêmico ou local. 

No sistêmico são adotados métodos como a quimioterapia e a terapia hormonal, com o objetivo de manter o controle das células cancerosas em todo o corpo. Por outro lado, no tratamento local, o foco é a remoção ou controle das células em uma área específica, a exemplo da mama. 

É possível se proteger dessa doença?

Algumas mudanças em sua rotina tem o poder de reduzir significativamente o risco não só do câncer de mama, mas também de outras doenças.

É fundamental: manter todos os exames de rotina em dia, adotar uma dieta equilibrada, com muitas frutas, verduras e vegetais, além de fazer atividades físicas com frequência. Esses hábitos vão ajudar a cuidar da sua saúde de um modo geral.

Fontes: Instituto Nacional do Câncer (INCA); Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM); Associação Médica Brasileira (AMB); Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC).

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